Homeopatia — a medicina que escuta o todo
A homeopatia não trata doenças. Ela trata pessoas. E isso muda tudo — o modo de perguntar, o modo de ouvir, o modo de cuidar.

O rio, a barragem e a torneira
Gosto de explicar assim para meus pacientes: imagine que os seus sintomas são um rio. Um rio que cresceu, que transborda, que incomoda. Os tratamentos convencionais — com toda a sua competência — funcionam muitas vezes como uma barragem: contêm o rio, aliviam o transbordamento, devolvem alguma paz. Mas a torneira que alimenta esse rio continua aberta. A nascente segue ativa.
A homeopatia não quer calar o rio. Ela quer entender por que ele existe. Quer encontrar a torneira — e ir fechando-a, com cuidado e com tempo. Aos poucos, o corpo precisa se expressar cada vez menos através daqueles sintomas. E quando é possível reduzir as medicações convencionais — sempre em diálogo com o médico prescritor e com acompanhamento próximo —, fazemos isso porque o rio já não tem mais a mesma força. Não porque queremos suprimir o tratamento, mas porque o organismo já não precisa tanto dele.
Não é passe de mágica. É um processo — às vezes rápido, às vezes mais lento. Mas o movimento aparece desde o início: um sono melhor, um humor diferente, crises menos frequentes, mais disposição. O corpo que se reorganiza dá sinais antes de silenciar completamente.
Como eu pratico
Minha linha é unicista — busco o medicamento que corresponde ao ser humano inteiro que está na minha frente, não apenas ao diagnóstico que ele carrega. Para isso, a anamnese é longa, cuidadosa, curiosa. Pergunto sobre o modo reativo de cada pessoa: como ela adoece, em que circunstâncias piora ou melhora, o que aconteceu na sua vida antes de os sintomas aparecerem. O medicamento correto emerge dessa escuta — não de um protocolo.
Quando necessário, utilizo também a homeopatia organicista — mais focada em órgãos e sistemas. Mas nunca abandono o olhar profundo. A pessoa é sempre o centro.
Meu ponto de partida foi a dermatologia — e isso me dá uma vantagem importante: sei avaliar a gravidade de um caso de pele, sei como se comportam as doenças dermatológicas no tempo, sei quando a alopatia é indispensável. Esse conhecimento não me limita. Ele me ancora. E me permite tratar com muito mais segurança.
Mas agora não me restringo à pele. Cuido de qualquer queixa, qualquer diagnóstico — porque cuido da pessoa que os carrega. Ela quase sempre vem com múltiplos sintomas, que juntos formam uma só história. É essa história que me interessa.

O que você pode esperar sentir
Sono mais restaurador — frequentemente o primeiro sinal de que o organismo está respondendo, antes mesmo de os sintomas principais mudarem.
Mais disposição e alegria — a vitalidade que retorna quando o corpo não precisa mais gastar tanta energia sustentando o desequilíbrio.
Crises menos frequentes — o intervalo entre as crises aumenta. Elas podem durar menos, ser menos intensas — o rio vai perdendo força.
Uma nova percepção de si — a consulta pode ser, em si mesma, um momento de movimento. Ser ouvida com profundidade cria espaço para decisões — não só de tomar o remédio, mas de mudar.
Uma nota sobre TEA e neurodesenvolvimento
Tenho cursos específicos em homeopatia para crianças com autismo (TEA) e outros transtornos do neurodesenvolvimento, com ferramentas contemporâneas que integram isoterapia e outros recursos homeopáticos avançados. Para esses casos, o olhar constitucional permanece — mas as ferramentas se ampliam. O objetivo é o fortalecimento do terreno e o cuidado individualizado.
Minha formação
A homeopatia que pratico tem raízes sólidas. Formei-me pela APH — Associação Paulista de Homeopatia — e aprofundei meus estudos com George Vithoulkas, um dos maiores nomes da homeopatia clássica mundial e fundador da International Academy of Classical Homeopathy (IACH), obtendo o diploma internacional de especialista em homeopatia clássica. Ao longo dos anos, continuei buscando mestres que me desafiassem a ir mais fundo.
George Vithoulkas — IACH, International Academy of Classical Homeopathy. Diploma internacional de especialista em homeopatia clássica.
Avtar e Manroop Mavi — Right Homeopathy, Índia. Referências na abordagem clássica indiana contemporânea.
Ángel Minotti e Carlos Néstor Campora — mestres argentinos de reconhecida trajetória na homeopatia unicista.
Ruy Madsen — referência brasileira com quem sigo aprendendo.
Faço parte da diretoria da APH pela segunda gestão consecutiva — e fundei e coordeno o NEAH, Núcleo Avançado de Estudos em Homeopatia, grupo de estudos voltado ao aprofundamento contínuo da prática clínica.
A homeopatia é uma obra sempre inacabada — e é isso que a torna tão rica. Nela, nada se torna obsoleto: Pulsatilla segue sendo Pulsatilla. O que cresce é o repertório de quem a pratica — mais remédios conhecidos, mais formas de enxergar, mais precisão para prescrever. O tempo, aqui, só soma.
Sua história merece ser ouvida com essa atenção.
Uma escuta que trata a pessoa, não o diagnóstico
Agende sua consulta pelo WhatsApp.
Este conteúdo tem caráter educativo e informativo. Nenhuma informação aqui substitui uma consulta médica individualizada.
Dra. Gissele Greblo
CRM/SP 141335 · RQE Dermatologia 30036 · RQE Homeopatia 72324