Saúde da Mulher

Menopausa e perimenopausa: será que ela é igual para todas as mulheres?

Talvez você tenha percebido que alguma coisa mudou. O ciclo que antes era previsível começou a atrasar ou adiantar, o sono ficou mais leve, o calor aparece do nada no meio de uma reunião, e a paciência, que sempre foi grande, de repente parece curta. E vem a pergunta: será que já é a menopausa?

Menopausa e perimenopausa são palavras que ouvimos muito, mas que raramente alguém explica com calma. E, quando explicam, costumam apresentar uma lista de sintomas como se todas as mulheres fossem passar pela mesma coisa, do mesmo jeito, na mesma idade.

Neste artigo, quero conversar com você sobre o que a ginecologia já estabeleceu sobre essa fase, o que a psiquiatria e a psicologia nos mostram, e por que, no consultório, eu não cuido “da menopausa”: eu cuido da mulher que está atravessando a menopausa, com a história que só ela tem.

Neste artigo, você vai encontrar

O que é perimenopausa, menopausa e climatério

Essas três palavras costumam ser usadas como sinônimos, mas não são.

Climatério é o nome da fase inteira de transição entre a vida reprodutiva e a não reprodutiva. O Ministério da Saúde o define como “uma fase biológica da vida e não um processo patológico”.

Menopausa, a rigor, é um único momento: a última menstruação. E ela só pode ser reconhecida olhando para trás, depois de 12 meses seguidos sem menstruar.

Perimenopausa é o período de transição que começa quando surgem os primeiros sinais e termina um ano depois da última menstruação, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). É nessa fase, muitas vezes, que as mudanças são mais sentidas, justamente porque os hormônios oscilam, sobem e descem, antes de se estabilizarem num novo patamar.

Uma fase, não uma doença

Gosto de começar por aqui porque isso muda tudo: a menopausa não é uma doença. A OMS descreve a menopausa como um ponto dentro de uma sequência natural de fases da vida da mulher.

O manual do Ministério da Saúde vai na mesma direção:

“O climatério não é uma doença e sim uma fase natural da vida da mulher e muitas passam por ela sem queixas ou necessidade de medicamentos.”

Isso não significa que os sintomas não existam ou não mereçam cuidado. Significa que eles fazem parte de uma mudança de fase, e não de um defeito a ser corrigido.

Primeiros sinais da perimenopausa

O primeiro sinal, na maioria das vezes, aparece no próprio ciclo menstrual. Pelos critérios internacionais conhecidos como STRAW+10 (uma classificação usada por especialistas para descrever as etapas do envelhecimento reprodutivo), a fase inicial da transição é marcada por ciclos que passam a variar 7 dias ou mais de um mês para o outro, de forma persistente.

Mais adiante, na fase tardia da transição, começam a aparecer intervalos de 60 dias ou mais sem menstruar. Segundo o mesmo documento, essa etapa tardia costuma durar, em média, de 1 a 3 anos.

Junto com as mudanças no ciclo, muitas mulheres notam outros sinais sutis: um sono que fica mais picado, calores que surgem sem motivo aparente, mais irritabilidade ou choro fácil, e a sensação de não reconhecer o próprio corpo como antes.

Sintomas mais comuns da menopausa e da perimenopausa

A ginecologia já descreveu muito bem os sintomas dessa fase. O Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa, do Ministério da Saúde, organiza esses sintomas em dois grandes grupos.

Sintomas transitórios, que tendem a diminuir com o tempo:

  • Vasomotores: fogachos (as famosas ondas de calor), sudorese, calafrios.
  • Do sono: insônia e sono interrompido.
  • Neuropsíquicos: ansiedade, nervosismo, irritabilidade, labilidade emocional (aquela oscilação rápida de humor), tristeza, melancolia e, em alguns casos, depressão.
  • Outros: fadiga, diminuição da memória, vertigens, parestesias (formigamentos) e mudanças na vida sexual.

Alterações não transitórias, que pedem acompanhamento ao longo dos anos:

  • Alterações urogenitais, como ressecamento vaginal e possibilidade de incontinência urinária.
  • Alterações metabólicas: o colesterol LDL tende a subir, a gordura pode se acumular mais na região da barriga e o corpo perde um pouco de massa muscular. Essas mudanças pedem um olhar atento para a saúde do coração e do sistema musculoesquelético (músculos e ossos), e a alimentação equilibrada e a atividade física regular ajudam a preveni-las.
  • Perda de massa óssea, que pode evoluir para osteoporose.

Ler essa lista pode assustar, mas vale um lembrete importante: ninguém tem todos esses sintomas. Cada mulher manifesta alguns, em intensidades diferentes, e algumas praticamente não sentem nada.

Com que idade começa e quanto tempo dura

Segundo a OMS, a maioria das mulheres chega à menopausa entre os 45 e os 55 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde aponta que a última menstruação ocorre, geralmente, em torno dos 48 aos 50 anos.

Quando a menopausa acontece antes dos 40 anos, ela merece uma investigação médica específica, porque pode estar ligada a outras condições de saúde.

E quanto tempo dura? A resposta muda muito de uma mulher para outra. Muitas têm sintomas leves, por pouco tempo, ou nem chegam a senti-los.

Já entre as mulheres que têm fogachos quase todos os dias, eles podem durar mais. O SWAN, um grande estudo americano que acompanhou mulheres de diferentes origens ao longo da transição, observou que, nesse grupo, os fogachos e suores noturnos duraram em torno de 7,4 anos (metade das mulheres teve sintomas por menos tempo e metade por mais). E, mesmo dentro desse grupo, a duração variou bastante, como mostro mais adiante.

Como saber se estou na perimenopausa

Muita gente imagina que existe um exame de sangue que “confirma” a perimenopausa. Na prática, os próprios critérios STRAW+10 se baseiam principalmente no padrão do ciclo menstrual e nos sintomas, porque os hormônios oscilam muito nessa fase e um exame isolado pode não refletir o momento como um todo.

Por isso, a melhor forma de saber é uma boa conversa clínica: como estão os seus ciclos, desde quando as mudanças começaram, quais sintomas apareceram, como está o seu sono, o seu humor, a sua rotina. Exames entram para ajudar a esclarecer dúvidas, por exemplo em mulheres mais jovens ou quando há outras queixas associadas. E sempre é necessária a correlação entre os resultados laboratoriais e o que a mulher está sentindo ou apresentando.

Uma dica simples: anotar as datas das menstruações e os sintomas ao longo de alguns meses ajuda muito, tanto você quanto o seu médico, a enxergar o padrão.

Será que a menopausa é igual para todas as mulheres?

A resposta curta é: não. E a ciência mostra isso de várias formas.

A própria OMS afirma que os sintomas durante e após a transição menopausal “variam substancialmente de pessoa para pessoa”. Algumas mulheres passam por ela quase sem perceber; outras têm sintomas intensos por vários anos.

O estudo SWAN, que citei acima, encontrou diferenças marcantes na duração dos fogachos conforme a origem das mulheres: em mediana, cerca de 10,1 anos entre mulheres afro-americanas e 4,8 anos entre mulheres japonesas. Também observou que, quanto mais cedo os sintomas começavam na transição, mais tempo tendiam a durar.

O manual do Ministério da Saúde traz um dado ainda mais interessante: o declínio do estrogênio é universal (ou seja, o estrogênio cai para todas as mulheres), mas as manifestações clínicas não são. E acrescenta que:

nas culturas que desvalorizam a velhice e cultuam a juventude, as reações à menopausa tendem a ser mais negativas.

O mesmo manual observa que o aumento de sintomas e problemas nessa fase reflete também circunstâncias sociais e pessoais. Ou seja: a forma como cada mulher vive a menopausa depende do corpo, mas também da história, do contexto e do significado que essa fase tem na vida dela.

O que a psiquiatria e a psicologia dizem sobre essa fase

É comum ouvirmos que a menopausa “causa depressão”. Em 2024, a revista científica The Lancet publicou uma série sobre menopausa que revisou justamente essa ideia, e as conclusões trazem um alívio importante.

Segundo essa revisão, não há evidência de que a menopausa aumente o risco de depressão em todas as mulheres. Uma das autoras, a psiquiatra Hadine Joffe, da Harvard Medical School, resumiu: quem nunca teve depressão maior antes tem uma chance muito pequena de ter o primeiro episódio durante a transição menopausal.

A revisão identificou, porém, três situações que aumentam a vulnerabilidade a sintomas depressivos nessa fase:

  • ter tido depressão anteriormente;
  • ter o sono muito interrompido pelos suores noturnos;
  • estar passando por eventos de vida estressantes ao mesmo tempo.

E aqui a psiquiatria e a psicologia se encontram com o que vejo todos os dias no consultório. A menopausa costuma chegar exatamente quando a vida está mais cheia: filhos saindo de casa (ou ficando, e precisando de apoio), pais envelhecendo e precisando de cuidado, mudanças no trabalho, vislumbre de aposentadoria, reavaliações do casamento. Já escrevi sobre isso em outro texto, sobre a mulher que cuida de todos e esquece de cuidar de si.

A psicologia também contribui com abordagens práticas. A mesma série do Lancet cita a terapia cognitivo-comportamental (uma forma de psicoterapia focada em pensamentos e comportamentos) como uma opção com evidência para ajudar a lidar com os fogachos, além de mudanças no estilo de vida.

Mulher madura escreve em um caderno, simbolizando a menopausa como um novo capítulo de vida

O simbolismo da menopausa: uma travessia

Para mim, só dá para compreender a menopausa olhando primeiro para tudo o que vem antes dela.

A mulher como cocriadora

A mulher é um ser cocriador. Isso é maravilhoso e, ao mesmo tempo, traz uma responsabilidade enorme, que às vezes pode ficar muito pesada.

A vida reprodutiva começa cedo, por volta dos 12 anos, e pode ir até perto dos 50. São de 30 a 40 anos da vida de uma mulher dedicados a essa fase.

Mesmo a mulher jovem, a que não tem parceiro ou a que nem pensa em ter filhos já é uma cocriadora. Seus instintos, suas emoções e seu metabolismo estão a serviço dessa natureza humana e biológica do feminino, e isso faz parte de quem ela é.

Muitas mulheres sentem esse contexto como algo que vai além do corpo, quase metafísico, porque é um contexto de propósito: o feminino, metade da nossa espécie, carrega a tarefa de levar a vida adiante.

É daí que nascem o cuidar, o sentir e a empatia. É desse lugar que vem o olhar atento que a mulher dedica aos filhos e também aos próprios pais durante toda a fase reprodutiva.

Até o olhar para o cônjuge passa por aí. Até então, os dois eram, juntos, cocriadores. Ela pode ter planejado quantos filhos queria ter e não ter tido nenhum além dos que desejou, mas, biologicamente, seguia nessa fase ao lado dele.

Um novo capítulo, e não um capítulo curto

Quando os ciclos se encerram, começa um novo capítulo na vida dessa mulher. E não é um capítulo curto: ela ainda tem décadas pela frente, e pode viver tantos anos na fase não reprodutiva quanto viveu na fase reprodutiva, ou até mais.

E aí surge uma pergunta delicada: como fica a relação com o seu parceiro de cocriação? Biologicamente, o corpo já não sente a mesma necessidade de cumprir aquela função. Ela não tem mais essa “obrigação” biológica.

A libido vai além dos hormônios

Na minha visão, isso ajuda a entender por que a mudança da libido nessa fase não é apenas hormonal. Muitas mulheres relatam que, mesmo com a reposição de hormônios, o desejo não volta a ser como era antes.

Isso acontece, a meu ver, porque a libido é muito mais do que um hormônio circulando na corrente sanguínea. Ela é uma energia de criação, muito maior do que o desejo sexual que pode ser estimulado por um hormônio vindo de fora.

E, se a libido é uma energia de criação, de gerar, de produzir, de fazer algo novo, a mulher pode direcioná-la, na pós-menopausa, para outras formas de criar, que já não passam por gerar um novo ser humano.

Penso que, nessa nova etapa, a libido tende a se voltar para outros caminhos, ou para mais caminhos ao mesmo tempo, ampliando o leque de interesses e desejos da mulher. É dessa segunda vida que falo a seguir.

Uma segunda vida dentro da mesma vida

Com essa transformação, os interesses da mulher também mudam. Ela pode começar a olhar para si mesma, refletir sobre a própria história e sobre o que deseja para o futuro.

É um tempo de fazer sínteses e colocar novos propósitos: rever a carreira, recomeçar projetos, ter uma segunda chance. É como se ela ganhasse uma segunda vida dentro desta mesma existência.

Acredito que uma mulher pode viver a pós-menopausa de um jeito maravilhoso. Pode passar adiante a sua sabedoria e ajudar as mulheres que estão vivendo a fase anterior, com o olhar de quem já atravessou e sabe que aquilo não precisa ser tão pesado.

Pode se dedicar a propósitos mais elevados, ligados à profissão, ao autoconhecimento, à sede de saber ou a intenções altruístas, como o trabalho voluntário. Ou pode, simplesmente, oferecer o seu conselho carinhoso aos filhos que já chegaram ou estão chegando à vida adulta.

Esse olhar encontra eco na ciência. A série do Lancet lembra que, em algumas culturas asiáticas, o envelhecimento da mulher traz respeito e status, e não estigma. A pesquisadora Martha Hickey, uma das autoras, propõe mudar a narrativa e enxergar a menopausa como parte de um envelhecimento saudável, lembrando que muitas mulheres vivem anos plenos durante e depois dela.

Não precisamos negar a menopausa, nem tratá-la como uma inimiga. Com os cuidados necessários, um acompanhamento integrativo, um olhar atento para si mesma e os recursos que a medicina oferece para situações específicas, essa pode ser uma linda fase da vida de uma mulher.

Reposição hormonal: uma opção, não uma obrigação

Quero deixar claro que não sou contra a reposição hormonal. Ela é um recurso válido, com indicações estabelecidas, e para muitas mulheres faz muita diferença. A decisão deve ser tomada junto com a ginecologista, considerando benefícios e riscos de cada caso.

O que gostaria de desmistificar é a ideia de que toda mulher precisa repor hormônios, ou de que aceitar a menopausa seria sinônimo de descuido. A série do Lancet afirma que uma narrativa simplificada da menopausa como um problema de saúde a ser resolvido com a reposição de hormônios não é baseada em evidências.

Vale também um olhar histórico. A menopausa sempre fez parte da vida das mulheres, enquanto a terapia hormonal como a conhecemos é recente: o estrogênio oral mais conhecido foi aprovado nos Estados Unidos em 1942, inicialmente apenas para tratar os fogachos. Por gerações, as mulheres atravessaram essa fase sem reposição, como parte natural da vida.

O próprio Ministério da Saúde, em seu manual, alerta para a medicalização do corpo das mulheres com o uso sistemático de hormônios no climatério, e defende que o tratamento hormonal seja uma opção entre outras, incluindo práticas como fitoterapia, homeopatia e acupuntura.

O olhar integrativo: a homeopatia cuida da mulher, não da menopausa

Na homeopatia, não existe “o remédio para a menopausa”. Existe o cuidado da menopausa da Ana, da Lúcia, da Regina. Duas mulheres com fogachos podem receber orientações e medicamentos completamente diferentes, porque o que guia a escolha não é só o sintoma, mas o jeito único como cada uma o vive.

É o que chamo de medicina do indivíduo: olhar para o calor, mas também para o que piora e o que melhora esse calor, para o sono, para o humor, para os desejos alimentares, para as preferências de clima, e para a história de vida que está por trás de tudo isso.

Uma história que ilustra esse olhar

Para mostrar como isso funciona na prática, vou contar uma história inspirada em atendimentos que já fiz. O nome é fictício e os detalhes foram alterados para preservar a privacidade.

Vou chamá-la de Helena. Ela chegou com fogachos intensos, transpiração abundante e um sono picado, acordando duas vezes por noite. Contava que, nos momentos de calorão, ficava muito irritada, palavra que repetiu várias vezes durante a consulta.

Helena era do lar, mas a rotina estava longe de ser tranquila: cuidava dos pais idosos e dos remédios deles, segurava a organização da casa praticamente sozinha e vivia uma relação familiar delicada com um dos filhos adultos, que a deixava triste e sem saber como ajudar. Contou que, desde pequena, era ela quem “fazia tudo”.

Outros detalhes, que para muita gente pareceriam irrelevantes, foram preciosos. Helena sempre foi calorenta, e ainda assim prefere o verão: dias de sol lhe dão energia, enquanto dias chuvosos lhe dão vontade de chorar. Também tinha vontade de comer doces e pão mesmo sem fome, e percebia que a acupuntura deixava o sono dela mais restaurador.

Na homeopatia, uma tristeza que piora especificamente em dias de chuva é o que chamamos de sintoma mental modalizado: um sintoma emocional com uma circunstância bem definida que o modifica. É esse tipo de característica que torna o quadro de Helena só dela, e que orienta uma prescrição individualizada.

Outra mulher, com os mesmos fogachos, mas que se sente melhor no frio, que fica quieta em vez de irritada, que tem uma história completamente diferente, receberia um cuidado diferente. É isso que significa individualizar.

E esse cuidado não caminha sozinho: ele pode se somar à psicoterapia, à acupuntura (uma parceria sobre a qual já escrevi em homeopatia e acupuntura), à atividade física como pilates, yoga e musculação, e ao acompanhamento ginecológico.

O que diz a pesquisa

Algumas pesquisas já investigaram a homeopatia nessa fase da vida. Um ensaio clínico randomizado publicado na revista PLOS One em 2015, com 133 mulheres na peri e pós-menopausa com depressão moderada a grave, sugeriu que o tratamento homeopático individualizado teve resultado superior ao placebo após seis semanas, e também melhorou os sintomas da menopausa. Os próprios autores lembram que o período de acompanhamento foi curto.

Um estudo observacional publicado na revista Homeopathy, com 438 mulheres atendidas por 99 médicos em 8 países, registrou redução na frequência e no incômodo dos fogachos durante o tratamento homeopático. Por não ter grupo de comparação, ele não permite afirmar que a melhora se deveu ao tratamento, e os autores recomendam estudos controlados.

Ou seja: os estudos sugerem um caminho promissor, mas ainda precisamos de mais pesquisas. Por isso, apresento a homeopatia como um cuidado complementar e individualizado, que soma e não substitui o acompanhamento convencional.

Quando procurar ajuda

Vale procurar acompanhamento médico se você:

  • percebe mudanças no ciclo menstrual e quer entender o que está acontecendo;
  • tem fogachos, suores noturnos ou insônia que atrapalham a sua rotina;
  • sente tristeza, ansiedade ou irritabilidade que não reconhece em si mesma;
  • tem menos de 40 anos e percebe os ciclos falhando, ficando mais espaçados ou irregulares, ou tem sangramentos fora do padrão: nessas situações, vale procurar a ginecologista logo;
  • sente que está carregando muita coisa ao mesmo tempo e esqueceu de cuidar de você.

Atendo por teleconsulta mulheres de todo o Brasil e presencialmente em Jacareí (SP). Se você sente que é hora de atravessar essa fase com mais leveza, será um prazer conhecer a sua história.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Cada mulher é única, e as decisões sobre o seu cuidado, incluindo a reposição hormonal, a homeopatia, ou ambas, devem ser construídas em conjunto com seus médicos.

CRM-SP 141335 | RQE Dermatologia 30036 | RQE Homeopatia 72324

Fontes

  1. Organização Mundial da Saúde. Menopause (fact sheet), 16 out. 2024. https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/menopause
  2. Ministério da Saúde. Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa. Brasília, 2008. https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_atencao_mulher_climaterio.pdf
  3. Harlow SD et al. Executive summary of the Stages of Reproductive Aging Workshop + 10 (STRAW+10). Menopause, 2012;19(4):387-395. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3340903/
  4. Avis NE et al. Duration of Menopausal Vasomotor Symptoms Over the Menopause Transition (SWAN). JAMA Internal Medicine, 2015. https://jamanetwork.com/journals/jamainternalmedicine/fullarticle/2110996
  5. Hickey M et al. An empowerment model for managing menopause. The Lancet, 2024. https://doi.org/10.1016/S0140-6736(23)02799-X
  6. King’s College London. Overmedicalisation of menopause (sobre a série Menopause 2024 do The Lancet). https://www.kcl.ac.uk/news/overmedicalisation-of-menopause
  7. Harvard Gazette. Menopause depression risk has been exaggerated, mar. 2024 (sobre Brown L, Hunter MS, Joffe H et al., The Lancet, 2024). https://news.harvard.edu/gazette/story/2024/03/menopause-depression-risk-has-been-exaggerated/
  8. Embryo Project Encyclopedia (Arizona State University). Hormone Replacement Therapy for Menopausal Symptoms. https://embryo.asu.edu/pages/hormone-replacement-therapy-menopausal-symptoms
  9. Macías-Cortés EC et al. Individualized Homeopathic Treatment and Fluoxetine for Moderate to Severe Depression in Peri- and Postmenopausal Women (HOMDEP-MENOP Study). PLOS One, 2015. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC4359147/
  10. Bordet MF et al. Treating hot flushes in menopausal women with homeopathic treatment: results of an observational study. Homeopathy, 2008. https://www.thieme-connect.com/products/all/doi/10.1016/j.homp.2007.11.005
  11. El Khoudary SR et al. Menopause Transition and Cardiovascular Disease Risk: A Scientific Statement From the American Heart Association. Circulation, 2020 (resumo do American College of Cardiology). https://www.acc.org/Latest-in-Cardiology/ten-points-to-remember/2020/12/10/18/54/Menopause-Transition-and-CVD-Risk
Gissele Greblo
Gissele Greblo

Dra. Gissele Greblo é médica com especialização em Dermatologia e Homeopatia, e tem formação em Constelações Familiares. Com mais de 2 décadas de prática clínica, integra o conhecimento médico a uma escuta ampliada que inclui psicossomática e visão sistêmica. Atende presencialmente em Jacareí (SP) e, por teleconsulta, pacientes em São Paulo Capital, no Vale do Paraíba, em todo o Brasil e também no exterior. É docente de Homeopatia em nível de pós-graduação e preceptora médica na graduação, em São José dos Campos. CRM/SP 141335 | RQE Dermatologia 30036 | RQE Homeopatia 72324

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