Filosofia do cuidado

Slow Medicine e Homeopatia: o cuidado que respeita o seu tempo e a sua história

Slow Medicine e homeopatia: caracol simbolizando o cuidado devagar e sem pressa

Vivemos um tempo em que tudo parece exigir pressa, inclusive cuidar da própria saúde. Às vezes penso nisso como um trem. As gerações antes de nós também pegavam trem, mas o vagão se movia devagar: dava para ver a paisagem passando, cumprimentar quem estava na plataforma, sentir a temperatura do ar lá fora. Hoje, esse mesmo trem virou um trem-bala. Não dá mais para saber se lá fora há árvores ou vegetação rasteira, de tão rápido que tudo passa.

Respondemos mensagem de WhatsApp com reação e abreviação (“obrigada” virou “OBG”) enquanto checamos notificação do Instagram, resolvemos algo no laptop do trabalho, ficamos de olho no fogão ou na criança no berço, na máquina de lavar roupa, no relógio que lembra que já é hora de buscar alguém na escola. É uma loucura, e não é exclusividade de nenhum país ou cultura: parece que ninguém escapa disso.

E quando adoecemos, dentro dessa mesma aceleração, queremos um diagnóstico para ontem e um protocolo para antes de ontem, para voltar “zeradas e 100%” ainda no mesmo dia, e dar conta de tudo que a rotina exige.

O problema é que, do outro lado da mesa, a medicina que encontramos também mudou. Temos hoje uma medicina extremamente técnica e tecnológica, que busca se resguardar juridicamente de qualquer situação e que, nesse processo, às vezes fica estéril. O laptop entra como uma parede entre médico e paciente: o olhar vai para a tela, não para quem está ali na frente; o toque quase desaparece.

E aqui mora um paradoxo: essa medicina pode até ser lenta, mas de um jeito ineficaz, bem diferente da Slow Medicine de que quero falar com você. A pessoa chega com uma queixa, e o médico tenta encaixá-la em diagnósticos, às vezes perseguindo uma possibilidade raríssima que, mesmo se confirmada, não mudaria conduta nenhuma, mas a investiga assim mesmo, porque não sabe se verá aquela pessoa de novo. Entre planos de saúde que mudam e médicos que se revezam, o vínculo virou vertical e fotográfico: “eu vejo você hoje, preciso fechar diagnóstico e oferecer protocolo agora, porque talvez não haja amanhã”.

E quem está do outro lado desse consultório também está no trem-bala: o médico corre pela mesma esteira acelerada que o paciente.

Um artigo publicado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz descreve bem esse cenário: à medida que a medicina se especializa cada vez mais cedo, o corpo humano vai sendo dividido entre vários especialistas, e a clínica geral (aquele olhar que vê a pessoa inteira) perde espaço.

O resultado é menos tempo de consulta, menos espaço para ouvir o que a pessoa sente, mais dificuldade em juntar os achados numa história única, e a sensação de que, talvez, você não seja tão importante, porque há sempre um outro paciente esperando para ser ouvido depois de você, e que será atendido da mesma forma.

Foi pensando nesse impasse que um movimento chamado Slow Medicine ganhou força, e talvez o nome cause certa confusão:

a proposta não é ser mais lenta por lentidão. É encontrar o equilíbrio certo entre fazer muito e fazer pouco.

E é impossível eu falar sobre esse movimento sem fazer o paralelo que salta aos olhos: a homeopatia pratica muitos desses princípios há mais de dois séculos.

O que é a Slow Medicine, afinal?

A Slow Medicine é um movimento internacional dentro da própria medicina, nascido na Itália no início dos anos 2000 (o primeiro artigo sobre o tema é de 2002) e formalizado como sociedade em 2011. No Brasil, a discussão ganhou força a partir de 2014.

Ela nasce, de certo modo, como o oposto do modelo médico acelerado e orientado pela tecnologia que descrevi acima, embora as duas possam, sim, ser complementares entre si. Coloca a pessoa em primeiro lugar e se concentra em construir um relacionamento de longo prazo entre médico e paciente: uma maneira mais humanizada de fazer medicina, que aproxima quem cuida de quem é cuidado, com diálogo sem barreiras.

Alguns princípios que sustentam essa proposta

  • Tempo: tempo para ouvir, entender, refletir e decidir com calma, antes de agir. Não é à toa que uma consulta homeopática costuma durar entre 60 e 120 minutos: tempo real para escutar.
  • Individualização: dedicar-se a conhecer a pessoa e sua família, para entender seus valores e preferências, e oferecer um cuidado particularizado, não genérico. É exatamente isso que a homeopatia se propõe a fazer: buscar o sintoma em sua totalidade e em todas as suas nuances, entendendo o que está por trás dele: a história de vida, o modo reativo de cada pessoa, os sintomas emocionais que muitas vezes acompanham o sintoma físico.
  • Autonomia e autocuidado: decisões compartilhadas, que respeitam os valores e as preferências de cada pessoa, inclusive o desejo dela de se tratar pela homeopatia.
  • Conceito positivo de saúde: olhar para a saúde, e não só para a doença, fortalecendo a capacidade natural do corpo de se equilibrar e se recuperar. A homeopatia parte exatamente desse princípio: em vez de simplesmente calar um sintoma, ela busca estimular a força vital da pessoa, favorecendo sua resiliência e sua capacidade de se manter saudável.
  • Prevenção: alimentação saudável, atividade física regular e pensamento positivo como bases de uma vida saudável, antes mesmo de qualquer intervenção. Na consulta homeopática, essa orientação sobre hábitos de vida caminha lado a lado com o remédio: muitas vezes, ajustar o estilo de vida já contribui tanto quanto a medicação para o equilíbrio da pessoa.
  • Qualidade de vida: nem sempre fazer mais pelo paciente significa fazer melhor. Na prática, prescrever uma lista de suplementos, medicações preventivas ou uma bateria de exames de check-up, sem que haja queixas que os justifiquem, nem sempre é melhor do que simplesmente orientar e cuidar bem da queixa principal que trouxe a pessoa até você. Às vezes, menos é mais.
  • Medicina integrativa: o melhor dos dois mundos: a medicina tradicional sempre que indicada, e a medicina complementar sempre que possível, preferencialmente baseada em evidências. Segurança em primeiro lugar, eficácia quando possível, e nada de metáforas de luta ou guerra contra a doença: as palavras de ordem são recuperação, equilíbrio, harmonia. É aqui que entra a homeopatia, uma medicina integrativa por direito próprio, especialidade médica reconhecida.
  • Segurança em primeiro lugar: o lema de não causar mal, o que, muitas vezes, significa saber a hora de não intervir: não pedir um exame que não vai mudar conduta nenhuma, não prescrever um medicamento antes de entender o quadro com calma. A homeopatia, aliás, não apresenta contraindicações conhecidas: pode ser usada com segurança em gestantes, recém-nascidos, idosos e em cuidados paliativos.
  • Paixão e compaixão: atender com paixão por cuidar, e aqui também me reconheço inteira, porque é exatamente o que busco na homeopatia e na minha forma de exercer a medicina.
  • Uso parcimonioso da tecnologia: usar exames e tecnologia como apoio à decisão clínica e à qualidade de vida da pessoa, não como resposta automática a toda queixa. Na prática, significa valorizar a observação clínica antes da intervenção precipitada: medicar ou orientar de forma precisa para o quadro, acompanhando como a pessoa responde, sem disparar de cara uma cascata de exames desnecessários ou pular direto para tratamentos de segunda e terceira linha. A homeopatia se destaca exatamente aqui: por ser segura, permite observar, cuidar e acompanhar a queixa com calma, sem pressa em investigar.

Vale ainda somar a esses dez princípios duas reflexões que fazem parte da minha prática. A primeira é

a humildade de aceitar que nem sempre temos todo o conhecimento sobre determinada doença ou tratamento,

e que o médico não precisa ser onipotente: às vezes, cuidar é simplesmente acolher, aliviar, educar. A homeopatia também pratica essa humildade: em muitos casos, soma-se à medicina convencional para complementar a melhora da pessoa, sem que isso represente qualquer derrota.

A segunda é a visão sistêmica: entender que a saúde se protege também nos níveis social, econômico e ecológico, não só individual. Essa visão dialoga com outra área da minha formação, as Constelações Familiares (uma prática fundada por Bert Hellinger), que acrescenta a essa mesma ideia sistêmica uma camada a mais: a das dinâmicas que se repetem entre gerações de uma mesma família — uma prática complementar que domino e que posso utilizar em conjunto com o cuidado clínico, quando fizer sentido para a pessoa.

Longitudinalidade: o valor do tempo e do vínculo na medicina de família

Um dos pilares da atenção primária e da medicina de família é justamente a longitudinalidade, um termo técnico que, na prática, quer dizer uma coisa bem simples: manter o vínculo com a mesma pessoa ao longo do tempo, para que, quando uma nova queixa apareça, ela já não comece do zero.

Quando conheço uma pessoa desde o início e acompanho sua trajetória de saúde por meses ou anos, cada novo sintoma passa a fazer parte de uma história maior: não é um evento isolado, é mais uma peça de um quebra-cabeça que já estamos montando juntas. Estudos sobre medicina de família mostram que esse acompanhamento contínuo favorece diagnósticos mais precisos e um cuidado mais ajustado à realidade de cada pessoa.

E isso não é só impressão. Uma pesquisa brasileira recente, feita com quase 6 mil pessoas atendidas em Unidades de Saúde da Família de todas as regiões do país, mostrou que quem consulta mais de três vezes por ano com o mesmo médico relata uma relação médico-paciente de qualidade melhor.

Voltar sempre à mesma pessoa fortalece o vínculo de verdade: não é só uma sensação boa, é algo que se pode medir.

E é exatamente aqui que a homeopatia encontra a Slow Medicine. Pesquisas que aproximam a medicina de família e comunidade da homeopatia apontam uma convergência interessante: as duas abordagens valorizam a experiência individual do adoecimento (não apenas o diagnóstico, mas o jeito como cada pessoa adoece) e entendem que essa compreensão só se constrói com tempo e continuidade.

Arrisco dizer que a homeopatia é a longitudinalidade por excelência. O vínculo entre o homeopata e seus pacientes costuma ir muito além da consulta em si: vamos conhecendo a história de vida de nossos pacientes ao longo dos anos de acompanhamento, e a relação fica tão próxima que não é raro trocarmos pequenos gestos de carinho, às vezes até um presente. É esse tipo de vínculo que revela um cuidado de verdade.

O que vivo, na prática, com meus pacientes

Falo disso com propriedade porque vivo essa experiência todos os dias. Quando saí da dermatologia (especialidade que, por sua própria natureza, atende recortes específicos e situações mais restritas do paciente) e passei a exercer a homeopatia, entrei nesse universo da longitudinalidade e da integralidade, e é maravilhoso. Hoje tenho a oportunidade de acompanhar uma pessoa ao longo de toda a sua vida:

famílias que me procuram ainda na gestação, e com quem tenho o privilégio de acompanhar o crescimento e o desenvolvimento daquele filho.

Não acompanho apenas a asma, a dermatite, a enxaqueca ou a dor de estômago: acompanho a pessoa inteira, ao longo do tempo, com todas as crises que vão surgindo: a adolescência, a separação dos pais, a perda do emprego, a gestação e o luto. São pontos de inflexão em que os sintomas emocionais aparecem com mais força, e eu já conheço aquela pessoa o suficiente para medicá-la e ajudá-la nesses momentos. Tenho também a oportunidade de cuidar de gerações de uma mesma família (avó, mãe e neto), e a história de vida de cada um se soma à do outro, me dando uma visão bem mais ampliada, inclusive de questões transgeracionais que vão muito além do que é genético.

Mãos de três gerações unidas, simbolizando vínculo e cuidado contínuo

Esse vínculo, construído devagar ao longo dos anos, também se traduz em gestos: recebo presentes de pacientes (alimentos, artesanato, lembranças de viagens), e faço questão de retribuir esse carinho. É uma relação que se estreita com o tempo e que, para mim, deixou de caber só no consultório: hoje não sei mais me definir sem ser homeopata.

Esse olhar sobre o ser humano transbordou para todos os âmbitos da minha vida.

Um filme que ilustra esse encontro

Se quiser ver esse princípio em imagens, recomendo Médecin de Campagne (no Brasil, “Insubstituível”, 2016), que acompanha um médico rural que atende a mesma comunidade francesa há trinta anos, presente do nascimento ao fim da vida de cada paciente. É um retrato bonito do que significa, na prática, um vínculo construído devagar, e de como ele muda a forma de cuidar e de ser cuidado.

Escolhas sábias: Choosing Wisely e a prevenção quaternária

Dentro dessa filosofia existem dois conceitos que merecem destaque, porque explicam bem por que

“devagar” não significa “menos eficiente”, pelo contrário.

O primeiro é o Choosing Wisely, que poderíamos traduzir livremente como “escolhendo com sabedoria”, ou simplesmente escolhas sábias. É uma iniciativa internacional nascida dentro de sociedades médicas científicas (de dentro da própria medicina, portanto, não de fora dela), voltada a apontar, especialidade por especialidade, quais exames, procedimentos ou prescrições costumam ser pedidos sem necessidade real. No Brasil, quem trouxe essa discussão para a medicina de família foi a Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), que reuniu recomendações da literatura internacional e chegou a uma lista de práticas para reconsiderar, como pedir exame de próstata, dosagem de vitamina D ou hemograma sem uma indicação clínica clara, ou prescrever antibiótico para uma infecção viral.

O segundo conceito é a prevenção quaternária, termo cunhado pelo médico de família belga Marc Jamoulle e incorporado ao Dicionário de Medicina Geral e Familiar da WONCA (Organização Mundial de Médicos de Família). Ela é definida, oficialmente, como o conjunto de ações que buscam identificar uma pessoa em risco sofrer danos causados pelo próprio tratamento ou diagnóstico, de modo a protegê-la de intervenções médicas desnecessárias.

Na prática, isso significa evitar três armadilhas: o sobrediagnóstico (chamar de “doença” algo que não traria prejuízo real se não fosse sequer investigado); o sobretratamento (prescrever uma terapia para uma condição que não precisava de intervenção); e a iatrogenia, o dano causado pela própria investigação ou tratamento, como o uso indiscriminado de antibióticos, que aumenta a resistência bacteriana, ou o efeito cascata, em que um exame dispara outro, que dispara um tratamento, sem que a pessoa estivesse, de fato, doente.

É o resgate de um princípio antigo da medicina: antes de tudo, não causar dano.

Os dois conceitos têm a ver com subtrair, não somar. Escolher não fazer um exame, porque, depois de ponderar o quadro com calma, ele deixou de ser necessário, também é uma forma de cuidado. Talvez seja, inclusive, a forma mais generosa de cuidar do seu tempo.

A homeopatia entra bem nessa lógica de subtração. Muitas vezes, uma queixa não tem um tratamento definido dentro da medicina convencional, mas pode ser cuidada pela homeopatia. E, quando isso acontece, os retornos deixam de precisar de mais investigação, porque a queixa já melhorou. Isso também é escolher com sabedoria.

O médico italiano Marco Bobbio, uma das vozes que ajudou a popularizar essa reflexão, comentou em entrevista ao jornal Estadão sobre os riscos de acumular medicamentos e especialistas sem essa ponderação:

“Às vezes, uma pessoa vai a vários especialistas e cada um prescreve um medicamento, sem ao menos perceber que pode haver interação entre eles.” “Em alguns casos, mudar o estilo de vida já é suficiente.”

Cuidar da pessoa inteira não é passe de mágica

Preciso dizer isto com clareza, porque às vezes se cria a expectativa de que um “olhar mais amplo” para a saúde é algo instantâneo, quase mágico. Não é. Cuidar de alguém por inteiro (corpo, histórico, emoções, contexto de vida) é um processo. Ele se constrói consulta após consulta, com paciência, de ambos os lados.

E essa paciência vale para os dois lados da medicina: nem a homeopatia, nem a medicina convencional conseguem restabelecer a saúde ou aliviar um sintoma num passe de mágica. É preciso dar tempo para ver como você reage a um determinado medicamento (seja ele homeopático ou alopático)

e dar mais de uma chance ao médico que está te acompanhando, porque ele está genuinamente empenhado em cuidar de você, e cuidar de você por inteiro.

Na prática, isso significa olhar não só para o sintoma que trouxe você ao consultório hoje, mas para a história do seu adoecer: quando começou, o que veio antes, o que se repete, o que mudou. Em muitos casos, essa investigação retrospectiva pode começar lá atrás, às vezes desde a gestação, e quanto mais idade a pessoa tem, mais camadas de história pregressa existem para conhecer e considerar, sempre com o mesmo objetivo: ajudar você a retomar o caminho da saúde, com base na sua própria história, não em uma fórmula pronta. Esse levantamento cuidadoso é parte central da individualização do cuidado, e é também um dos princípios que a Slow Medicine defende.

A homeopatia, aliás, é a medicina da individualização por excelência: não existe tratamento para ansiedade, existe o tratamento da ansiedade da Maria, da Rosana ou da Patrícia. Não existe tratamento para rinite, existe o tratamento da rinite do João, da Ana ou do Cauê, porque cada pessoa tem sua própria história e seu próprio modo de reagir, e só entendendo isso é possível cuidar de verdade daquela queixa.

Os sintomas emocionais também fazem parte da história

Um ponto que considero essencial, e que a homeopatia trata com um cuidado especial, é que os sintomas emocionais não são “menos importantes” do que os sintomas físicos. Ansiedade, tristeza, irritabilidade, mudanças de humor: tudo isso integra o quadro que observo com atenção, porque faz parte de quem você é e de como o seu organismo está se expressando naquele momento.

Isso não significa afirmar que toda emoção “causa” uma doença. A homeopatia pode atuar diretamente sobre sintomas e quadros da ordem emocional e mental, ajudando a aliviá-los, e, quando for o caso, esse cuidado caminha lado a lado com o acompanhamento de psicólogos e psiquiatras, sem que um substitua o outro.

Quando esse jeito de cuidar pode fazer sentido para você

Talvez isso faça sentido para você se sente que, ao passar por vários especialistas, cada um te vê como uma fotografia (um instante estático do presente), sem saber se vai te acompanhar depois daquela consulta. No começo, parece que você está encurtando caminho: aprofundando cada queixa com quem entende mais daquele assunto específico. Mas, na prática, isso pode atrasar o seu cuidado: você perde tempo com um especialista que pede uma enxurrada de exames e aplica um protocolo só para aquela queixa, depois com outro que faz o mesmo para a queixa seguinte, e assim por diante.

Um acompanhamento contínuo, ao longo da vida, pode de fato economizar o seu tempo, mas um tempo vivido de outro jeito, mais devagar, mais inteiro. Você não precisa recontar sua história do zero a cada consulta: você vai atualizando o que aconteceu, e é visto por inteira, não em fatias.

E, dentro desse acompanhamento, se você optar por cuidar de si sobretudo pela homeopatia, isso não é uma exceção que precise de explicação. A homeopatia é especialidade médica reconhecida, com o mesmo estatuto de qualquer outra, e respeitar essa escolha é parte do que a própria Slow Medicine defende: autonomia e decisão compartilhada, baseadas nos seus valores e nas suas preferências.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individualizada. Cada pessoa é única, e o caminho de cuidado, incluindo a decisão de recorrer à homeopatia, à medicina convencional, ou às duas, deve ser construído em conjunto com seu médico.

Fontes

  1. Afya Educação Médica — Conheça o movimento Slow Medicine
  2. Slow Medicine Brasil — Princípios
  3. Slow Medicine Brasil — O que importa na travessia, a propósito do filme “Insubstituível”
  4. SciELO Public Health — Following McWhinney’s footsteps: from family medicine to traditional and complementary medicine
  5. White Rose Research Online — Fatores associados à qualidade da relação médico-paciente no Brasil
  6. Ciência & Saúde Coletiva — Otávio Cruz Neto, Dificuldades da relação médico-paciente diante das pressões do “mercado da saúde”
  7. Interface (Botucatu) — Tesser & Norman, 2021, Prevenção quaternária e medicalização: conceitos inseparáveis
  8. Estadão — Pressa não é inimiga apenas da perfeição: movimento slow cresce no mundo todo como aliado da saúde
  9. SBMFC — Choosing Wisely: a iniciativa da SBMFC
  10. Choosing Wisely Brasil — site oficial do movimento
Gissele Greblo
Gissele Greblo

Dra. Gissele Greblo é médica com especialização em Dermatologia e Homeopatia, e tem formação em Constelações Familiares. Com mais de 2 décadas de prática clínica, integra o conhecimento médico a uma escuta ampliada que inclui psicossomática e visão sistêmica. Atende presencialmente em Jacareí (SP) e, por teleconsulta, pacientes em São Paulo Capital, no Vale do Paraíba, em todo o Brasil e também no exterior. É docente de Homeopatia em nível de pós-graduação e preceptora médica na graduação, em São José dos Campos. CRM/SP 141335 | RQE Dermatologia 30036 | RQE Homeopatia 72324

Quer entender o que o seu corpo
está tentando comunicar?

Consultas presenciais em Jacareí e também online.

Agendar consulta pelo WhatsApp
Agendar consulta